Sintomas da Síndrome do Pânico: Aprenda a Lidar com Eles! [INFOGRÁFICO]

Você sabe quais são os sintomas da Síndrome do Pânico? Ou o que fazer caso uma crise de pânico aconteça com você?

Bom, esse é um tipo de informação que muitas pessoas acham irrelevante, mas que na verdade tem um grau de importância muito maior do que se possa imaginar.

Assim como qualquer outro transtorno de ansiedade, a Síndrome do Pânico é um problema que, se não for identificado e tratado à tempo, pode gerar consequências graves na vida de quem sofre da doença.

E isso inclui desde o isolamento social, até ataques de medo que deixam o indivíduo paralisado.

Inclusive, alguns sintomas dos ataques de pânico podem se assemelhar bastante aos de um ataque cardíaco.

Estar bem informado é o melhor caminho para tomar a atitude adequada com a situação, evitando agravar possíveis problemas bem como não sofrer desnecessariamente com suspeitas infundadas.

Entenda e esteja preparado:

  • O que é Síndrome do Pânico;
  • Como essa Síndrome afeta as pessoas;
  • O que causa esse transtorno;
  • Sintomas da Síndrome do Pânico;
  • Quanto tempo dura um ataque de pânico;
  • Como tratar a Síndrome do Pânico;
  • O que fazer durante um ataque de pânico.

O que é Síndrome do Pânico

Antes de falar sobre a síndrome do pânico e seus sintomas, é importante esclarecer do que realmente se trata esse distúrbio.

A Síndrome do Pânico é um tipo de transtorno de ansiedade caracterizado por ataques de medo extremo.

A pessoa que sofre com esse tipo de distúrbio pode, subitamente, começar a sentir um medo intenso em relação a algo ou alguém, mesmo sem qualquer motivo aparente.

Esse tipo de ataque pode deixar a pessoa completamente incapaz de ter qualquer reação, além de alterar o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea e a respiração.

Como a Síndrome do Pânico afeta as pessoas

Apesar do Transtorno de Pânico não ser um assunto tão comum e frequente para a maioria dos brasileiros, as estatísticas mostram que cada vez mais gente tem sofrido desse tipo de distúrbio.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que pelo menos 9,3% dos brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade.

Um dado interessante sobre esse distúrbio, é que ele afeta majoritariamente as mulheres. Uma pesquisa feita pela National Comorbidity Survey (NCS), dos EUA, mostrou que 71% das pessoas com síndrome do pânico são mulheres e apenas 29%, homens.

O grande problema dessa doença é que além de gerar os ataques, ela também afeta o dia a dia das pessoas em vários aspectos.

Segundo Ana Luiza Lourenço Simões Camargo, psiquiatra do Hospital Albert Einstein, a sensação que os ataque de pânico gera é tão forte, que as pessoas acabam alterando as suas rotinas, com medo que esse tipo de crise possa voltar a acontecer.

“Na prática, isso significa que alguém que teve uma crise enquanto dirigia, deixa de dirigir; se a crise foi crise no metrô, deixa de utilizar esse meio de transporte”, explicou a psiquiatra em entrevista para o portal do Hospital Albert Einstein.

Esse medo de uma nova crise pode acabar desencadeando uma série de outros problemas. Se a pessoa teve um surto dentro de um ambiente público, por exemplo, ela pode vir a evitar esse tipo de espaço, se isolando do contato social.

E com isso, abrem-se portas para novos distúrbios. É o caso da depressão, que pode agravar ainda mais o quadro de Síndrome do Pânico.

O que causa a Síndrome do Pânico

Uma das grandes questões em relação à Síndrome do Pânico é que ainda não existem estudos que comprovem com 100% de certeza as causas desse tipo de distúrbio.

Mas, no geral, vários fatores podem contribuir com o seu desenvolvimento, entre os principais estão os Traumas.

Acredita-se que o estresse emocional causado por um trauma, como a morte de um ente querido, ou uma experiência de quase morte (acidente de carro, afogamento, entre outros) faz com que a pessoa foque os seus pensamentos em coisas negativas o que pode aumentar as chances desse tipo de ataque.

Além disso, é preciso levar em conta que o estresse emocional excessivo pode afetar a produção hormonal do corpo.

Com isso, os hormônios responsáveis por promover a sensação de bem-estar também são comprometidos.

Alguns pesquisadores também acreditam que fatores genéticos também podem ter alguma ligação com esse tipo de distúrbio.

Ou seja, assim como acontece em outras doenças, pessoas que têm alguém com síndrome do pânico na família, poderiam ter mais chances de desenvolver esse tipo de doença.

Também há estudos que apontam que fatores externos, como o uso abusivo de drogas, álcool ou medicamentos como as anfetaminas podem ser a causa da síndrome do pânico, assim como são a causa de outros tipos de transtornos.

Sintomas da Síndrome do Pânico

Sintomas da síndrome do pânico

Saber identificar os sintomas da síndrome do pânico é fundamental para garantir um diagnóstico precoce.

Como alguns sintomas são praticamente os mesmos de um ataque cardíaco, é preciso atenção, até mesmo para saber como lidar com esse tipo de crise.

Os sintomas da Síndrome do Pânico são divididos em dois tipos.

Sintomas físicos

A primeira categoria de sintomas da Síndrome do Pânico envolve o aspecto físico. E dentre os principais apresentados por uma pessoa que está tendo um ataque de pânico, estão:

  • Elevação dos batimentos cardíacos;
  • Palpitações;
  • Suor excessivo;
  • Tremedeira;
  • Dificuldade em respirar ou falta de ar;
  • Sensação de estar sofrendo asfixia;
  • Desconforto ou dores no peito;
  • Tonturas;
  • Sensação de fraqueza;
  • Sensação de calor;
  • Calafrios;
  • Formigamento;
  • Sensações de entorpecimento.

Sintomas psicológicos

Além dos sintomas físicos, os ataques de pânico também podem gerar sintomas psicológicos que podem se apresentar em diferentes níveis de intensidade. Entre os principais estão:

  • Medo extremo, muitas vezes sem motivo aparente;
  • Perda de controle sobre os pensamentos;
  • Sensação de estar fora do corpo;
  • Medo extremo de morrer;
  • Sensação de que está sendo esmagado.

Uma pessoa que sofre um ataque por conta da síndrome do pânico não consegue ter controle sobre suas próprias sensações.

Por conta disso, é comum terceiros ter que intervir no ataque, até mesmo para que o paciente não acabe tendo uma consequência grave ou até permanente por conta da crise.

Quanto tempo dura um ataque de pânico

A duração de um ataque de pânico pode variar muito entre os indivíduos que sofrem desse tipo de distúrbio. Contudo, o pico dos sintomas geralmente ocorre em 10 minutos ou menos.

Depois desse tempo a tendência é que eles diminuam. A maioria dos ataques do gênero duram entre 20 e 30 minutos. Dificilmente uma crise de pânico dura mais de uma hora.

Diagnóstico e Tratamento para Síndrome do Pânico

Diagnostico e tratamento da sindrome do pânico

Para tratar esse tipo de distúrbio, a primeira coisa que precisa ser feita é ir até um médico especialista.

Somente ele poderá definir o diagnóstico do transtorno do pânico conforme os critérios estabelecidos no DSM.IV, o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais.

Uma coisa importante a se ressaltar é que uma crise isolada, ou até mesmo o medo intenso, diante a situações de ameaça reais, não são eventos que podem constituir o diagnóstico desse tipo de doença.

Para que o paciente seja diagnosticado com síndrome do pânico, ele precisa ter ataques recorrentes, e que não têm ligação com ameaças reais.

Além disso, é preciso que essas crises modifiquem o comportamento do paciente de forma negativa, ou até mesmo seu estilo de vida.

Um exemplo é a pessoa deixar de frequentar determinados lugares, ou até mesmo ter determinadas atitudes, após ter tido um ataque.

Outro detalhe importante é que o diagnóstico dos Sintomas da Síndrome do Pânico deve ser feito com caráter eliminatório.

Ou seja, devem se eliminar as possibilidades de existência de doenças com sintomas parecidos, antes de se atestar o distúrbio.

Entre as doenças que podem ter sintomas semelhantes estão: ataques cardíacos, outros transtornos de ansiedade, hipertireoidismo, epilepsia e a hipoglicemia.

Uma vez que o diagnóstico é feito por um profissional qualificado, é necessário iniciar o tratamento do distúrbio, que pode incluir diversas abordagens.

É bastante comum que os tratamentos se iniciem com a prescrição de medicamentos antidepressivos (tricíclicos ou de nova geração).

Além destes, também é indicada a psicoterapia, especialmente a psicoterapia cognitivo-comportamental.

Essa é uma abordagem na qual o paciente é exposto de forma controlada, sistemática, gradual e progressiva, as situações que lhe causam os ataques. Dessa forma, ocorre a dessensibilização.

Ou seja, de forma gradativa o paciente se torna menos suscetível aos ataques diante do agente agressor.

A medicação é mantida por longos períodos. Ela só é descontinuada de forma progressiva, pois, se ela for retirada de uma única vez, pode acabar causando recaídas no paciente.

O que fazer durante um ataque de Pânico

Depois de saber como identificar os sintomas da Síndrome do Pânico, é necessário entender como lidar com esse tipo de situação.

Uma crise é extremamente delicada para quem sofre do distúrbio.

Isso porque a pessoa está em um estado de medo descontrolado. Logo, é preciso tomar algumas atitudes de modo que esse controle seja retomado de forma gradativa:

1.    Tenha um plano

Cada pessoa pode sair de uma crise da sua maneira. Por conta disso, é importante ter um plano de retorno, ou seja, um conjunto de instruções que você pode dar a si mesmo, aos primeiros sinais de que a crise está chegando.

Algumas pessoas, por exemplo, saem do lugar onde estão, fecham os olhos e respiram fundo algumas vezes. Já outras precisam conversar com pessoas ao seu redor, para se distrair das sensações e se acalmarem.

Por conta disso, o primeiro passo é identificar essas técnicas e incorporar elas ao seu plano.

2.    Controle a respiração

Um dos principais sintomas desse tipo de crise é a falta de ar. E ele pode fazer você se sentir fora de controle, uma vez que a falta de oxigenação do cérebro afeta diretamente o sistema nervoso.

Por conta disso, é preciso trabalhar o controle da respiração. A falta de ar é temporária, e se você conseguir assumir o controle sobre esse sistema, o ataque será bem mais rápido e menos agressivo.

Comece inspirando profundamente pelo nariz, por cerca de quatro segundos. Segure o ar nos seus pulmões por um segundo e depois solte pela boca lentamente, também por quatro segundos.

Você também pode contar durante essas respirações. As contagens não ajudam diretamente no controle da respiração, mas, podem tirar o foco dos outros sintomas, gerando a sensação de calma.

3.    Use técnicas de relaxamento muscular

Outro sintoma muito comum em meio a um ataque de pânico é sentir que você não tem controle sobre o próprio corpo. Nesse caso, você pode usar as técnicas de relaxamento muscular que te ajudem a recuperar parte desse controle.

Uma das técnicas mais simples é a de Relaxamento muscular progressivo (PMR). Ela é muito eficaz para transtornos de ansiedade de forma geral.

Você deve começar apertando o seu punho enquanto conta até 10. Quando chegar ao dez, abra a mão e deixe ela relaxar.

Depois, repita o movimento, mas com os pés. Vá fazendo isso em cada parte do seu corpo, até promover o relaxamento completo.

4.    Use mantras

Mantras tem um grande potencial na retomada de controle. No começo você vai se sentir um pouco desajeitado, ao falar coisas positivas repetidamente a si mesmo.

Mas com o passar do tempo isso se tornará uma poderosa ferramenta de controle. Repita a si mesmo “está tudo bem, não há porque ter medo” ou “eu não vou morrer”.

5.    Se concentre em um objeto

Se concentrar em um objeto te ajudará a tirar a atenção das sensações ruins. Encontre um objeto e comece a descrever ele mentalmente ou até mesmo em voz alta.

Comece listando características como cor, tamanho, peso, forma e depois vá identificando coisas como, se você gosta desse tipo de objeto, se preferia que ele fosse de outra cor, se você possui algum item parecido com aquele na sua casa.

O importante é que toda a sua atenção fique no item.

Saber identificar os sintomas da síndrome do pânico é muito importante para evitar ataques.

Se você identificar qualquer um deles no seu dia a dia, ou em alguma pessoa que conheça, o ideal é procurar um médico o quanto antes.

Conclusão

Nesse post explicamos o que é síndrome do pânico, suas causas e, principalmente identificamos os sintomas que evidenciam esse tipo de problema.

Se você identificar qualquer um dos sintomas desse distúrbio no seu dia a dia, ou em alguma pessoa que conheça, o ideal é procurar um médico o quanto antes.

E reconhecer os sintomas da síndrome do pânico é muito importante para evitar esse tipo de ataque ou saber como lidar quando ele surge.

Somente esse profissional poderá fazer o diagnóstico e assim indicar o melhor tratamento.

Monica Levy

Mônica Levy é Psicóloga, Enfermeira e possui Mestrado em Educação e Saúde, com mais de 25 anos dedicados a saúde física e mental. Possui qualificação acadêmica em instituições públicas de excelência e uma vasta e incrível grade extracurricular. Possuindo assim , um currículo com diversas capacitações e competências, unidas a uma vasta experiência.

12 comentários em “Sintomas da Síndrome do Pânico: Aprenda a Lidar com Eles! [INFOGRÁFICO]

  1. Artigo excelente! Conheço muitas pessoas que já tiveram ataque de pânico e não é uma coisa muito agradável…este infográfico com o passo a passo para saber o que fazer dentro de um ataque ficou muito bom! Vou passar para as pessoas que conheço que ainda passam por isso. Continuem com o belo trabalho! Obrigado!

  2. Adorei o artigo, muito esclarecedor, de fácil entendimento. O pânico é desesperador, só quem já teve sabe o que é. As dicas dadas nesse artigo ajudam muito nessa hora tão difícil.

  3. O artigo muito interessante e vem ajudar as quem precisa, o pânico traz muito sofrimento e esse trabalho ajuda como lidar com ele.

  4. Muito esclarecedor esse artigo, ajuda muitas pessoas a saberem lidar com a situação. Excelente trabalho que você vem fazendo Mônica. Eu sou sua fã.

    1. Ótimo artigo. Um transtorno que afeta cada vez mais a população, falar sobre ele é uma forma de possibilitar a identificação e o tratamento do mesmo. Vou compartilhar. Obrigada.

  5. Ja tive crises de síndrome do pânico. É horrível todas as vezes corria para o Ps pque pensava que estava morrendo. Bela matéria! Parabéns!!

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